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Cidades do futuro, inteligentes, conectadas e resilientes: entenda as diferenças

18jul 2017

As características de cada espaço determinam a forma como as pessoas convivem e se relacionam com ele!

É comum criar conceitos para classificar características de determinados grupos. Em uma sociedade são muitos os conceitos explorados e até mesmo as cidades são agrupadas de acordo com as suas características. Há conceitos mais tradicionais e outros mais modernos e, ainda que eles não sejam totalmente fechados ou tenham um limiar muito próximo, ajudam a classificar cada cidade de acordo com suas qualidades, apropriações e disposições. Cidades do futuro, inteligentes, conectadas e resilientes, saiba a diferença entre cada uma.
A questão atual é que o mundo entrou em uma nova era, a digital, na qual o paradigma é o conhecimento, que vai servir como o capital vindo através de dados e informações. “Quem tem conhecimento, vai ter capital. E é nas cidades onde estão essas informações. As empresas têm digitalizado as cidades com câmeras de videomonitoramento, wifi gratuito nas praças e prédios inteligentes, por exemplo, como forma de se conectarem e terem os dados. Daí começam a surgir as cidades conectadas, inteligentes, do futuro e resilientes”, afirma André Gomyde, presidente da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas.

Porém, André Gomyde reforça a importância do uso desses dados da melhor maneira possível para o desenvolvimento da cidade. “Essas informações que geram conhecimento vão ficar só nas grandes empresas ou será de toda a sociedade? É preciso integrá-las em uma plataforma única que fiquem com as cidades e a questão é como as cidades se apropriam desses dados para fazer uma gestão mais eficiente e inteligente. O conhecimento deve ser compartilhado com a sociedade para que a população faça o processo de co-criação com o poder público”, acrescenta.

A cidade do futuro, no imaginário de muita gente, é aquela parecida com a do desenho de Os Jetson: muita tecnologia, robôs e carros voadores. Porém, o conceito quando levado à prática fica longe disso. “A cidade do futuro é qualquer cidade porque ela é a cidade do amanhã. Inclusive, ela não é necessariamente melhor do que a de hoje. Ela pode ser parecida, melhor ou pior”, explica Clóvis Ultramari, professor arquiteto da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Inclusive, ele reforça que as chances de a cidade do futuro ser mais parecida com a do presente é grande. “As estruturas são pesadas e as mudanças tomam muito tempo”, acrescenta, lembrando que Brasília,por exemplo, já foi considerada uma cidade do futuro.

Uma cidade tradicionalmente mais tecnológica e digital se enquadra mais no conceito de inteligente. Ela é um espaço utilizado para potencializar mais a vida e para não perder nenhuma oportunidade. “Uma das facetas dela é que ela é usada em máximo potencial, utilizando todo o conhecimento, seja de urbanismo, arquitetura, administrativo e das relações humanas”, diz Ultramari. A ideia, segundo ele, é uma cidade que não limita o ir e vir e oferece transporte bom e barato, além de segurança, e tem espaços verdes, onde pode conhecer e conviver com pessoas. “Ela oferece a possibilidade de aproveitar todos os potenciais que a cidade tem”.

Cidades conectadas

Já as cidades conectadas apresentam soluções que têm a ver com as questões econômicas. “Uma cidade não se conecta gratuitamente, ela é fruto de ideias econômicas”, afirma o professor. Isso leva a ideia de que quanto mais conectada, a tendência é que a cidade seja mais rica. Até porque não adianta conectar uma cidade e colocar meios para isso se não tem como usar isso a seu favor. No exterior, Londres (Inglaterra) e Nova York (Estados Unidos) podem ser consideradas cidades conectadas. “Elas são conectadas com todo o resto do mundo inclusive, não só pela possibilidade de voos. No Brasil, São Paulo seria a mais conectada”, detalha.

Cidades resilientes

Por último, existem as cidades resilientes, que são aquelas capazes de resistir às adversidades. De uma forma ou de outra, basicamente todas as cidades se encaixam neste conceito, cada uma com o seu grau de adversidade. “No dia a dia, tem a chuva, a seca, a segurança e tantos outros quesitos. Mas a cidade resiste e o morador também”, conta Clóvis Ultramari. Para ele, atualmente as pessoas estão convivendo com mais riscos que não existiam antigamente e estão aprendendo a conviver com as adversidades, tornado-se mais resilientes. “Isso em relação até às pequenas coisas. Por exemplo, antes gastava 40 minutos para chegar ao trabalho e esse tempo vai aumentando, gerando uma crise silenciosa, mas a pessoa vai aceitando e ficando mais resiliente”, conclui.

Fonte: ZAP em Casa e (Foto: Shuttetstock)